Sinais do mundo 07/05/2006
Posted by Rita in Canadá, Dia-a-dia.add a comment
Esta era uma expressão muito usada pelos antigos, principalmente no interior algarvio. Chamava-se sinais do mundo a tudo aquilo que estivesse relacionado com algo que uma pessoa planeasse ou quisessse e que ocorresse de forma inesperada e altamente improvável. No entender dos antigos, isso era interpretado como um sinal favorável no sentido daquilo que se pretendia. Um exemplo concreto: quando alguém fazia uma oração pedindo por algo, se ao acabar a oração ouvisse um ruÃdo altamente improvável (tipo, já é de noite e ouve um pássaro cantar), isso era um sinal do mundo que indicava que iria obter o que tinha pedido.
Bom, quando nós começámos a pensar a sério sobre esta aventura de emigrar e Canadá e começámos a pesquisar a sério, tivémos um sinal do mundo. Um belo dia, eu estava a arrumar a minha carteira (sim, porque eu arrumo as moedas na carteira em divisórias, moedas até €0,10 para um lado, moedas de €0,20 e €0,50 para outro e por fim as moedas de €1 e €2) quando, ao pegar numa das moedas escuras, me pareceu diferente das outras. Qual o meu espanto quando olho para ela e vejo que é um cêntimo… canadiano?! Qual a probabilidade de em Portugal se encontrar um cêntimo canadiano? Ainda por cima, outro dia estive a pesquisar sobre o dinheiro canadiano e conclui que a única que inclui a maple leaf é mesma a moeda de 1 cêntimo.
Mas pronto, dinheiro é dinheiro, viaja muito, enfim, a probabilidade é baixa mas (pode-se considerar que) não é assim tão inverosÃmil. Mas nesta sexta-feira aconteceu-nos uma exponencialmente muito mais inverosÃmil!!! Senão vejam: eu e maridão Ãamos de carro ao IST porque tÃnhamos perdido a password do sistema informático interno, no qual se fazem inscrições para testes e outros vários actos burocráticos do género. Fomos de manhã cedo, o que significa que apanhámos um bocado de trânsito, e como a circulação estava atribulada eu mantive-me em silêncio para não desconcentrar o condutor. Lá vou eu, olhando para os lados, para os outros carros, para os prédios… olho para a frente e penso “Temos um carro estrangeiro à nossa frente”, pois a matrÃcula não era igual à s portuguesas. Olho novamente para o lado, mas quando desvio o olhar leio qualquer coisa na placa. Abano a cabeça e penso “Raios, isto anda mesmo mal, uma pessoa só pensa nisso, só pensa nisso… até li Ontario na matrÃcula do carro da frente!!”. Nisto, caio em mim e lembro-me que aquela matrÃcula não era europeia de certeza, visto que as matrÃculas na União Europeia estão uniformizadas em termos de aspecto. Olho novamente para a frente e leio “Ontario” na chapa de matrÃcula. NÃO PODE! Inclino-me para a frente, baixo os óculos escuros, foco três vezes a vista… e a matrÃcula é mesmo de Ontário!!! NÃO PODE! Eu estou em Portugal e vai à minha frente na estrada um carro canadiano??!?! NÃO PODE! Sacudi maridão e quase gritei, com os óculos escuros ainda levantados (e um completo ar de parva): “Temos um carro de Ontário à nossa frente!”. “Temos o quê?”, respondeu ele que, concentrado na condução, nem tinha reparado. “Temos um carro de Ontário à nossa frente, olha, olha!”. Ele acelerou mais um bocadinho, juntou-se ao carro e pudemos confirmar que eu não estava a ter alucinações, lá estavam as maiúsculas verdes e fininhas, ONTARIO. Olhámos um para o outro completamente estupefactos. Qual a probabilidade de circular de carro em Lisboa e ter precisamente à sua frente uma viatura além-Atlântico??
Não preciso que me digam, a probabilidade é muito baixa. Agora se ou o que é que isso significa…
50% de desconto 04/05/2006
Posted by Rita in Canadá, Dia-a-dia.add a comment
Não há grandes novidades, porque os nossos dias têm sido passados a estudar, nem sequer fomos ao ténis ontem. Ainda por cima, o professor fez uma divisão altamente equitativa da matéria: para o 2º teste, apenas sobrou um capÃtulo, contra quatro capÃtulos e quatro artigos para este teste. Mas para quê falar disso? Eu só quero mesmo que seja sábado e que passe e acabe e morra o raio do teste!!! 
A maior novidade veio mesmo do Citizenship and Immigration Canada. E é uma boa novidade. Ora vejam:
The 2006 Federal Budget includes a 50 percent reduction in the $975 Right of Permanent Residence Fee. The new Right of Permanent Residence Fee is $490 for immigrants who become permanent residents under all social, humanitarian and economic classes. The change is effective as of 12:00Â a.m. EDT on May 3, 2006.
If you paid the Right of Permanent Residence Fee, but did not become a permanent resident until after 12:00 a.m. EDT on May 3, 2006, you are entitled to a refund.
Para mais pormenores, vejam aqui.Â
Passagem pelo Estoril Open 01/05/2006
Posted by Rita in Férias, Informática, Ténis.add a comment
Hoje é o Dia do Trabalhador, o que significa que o fim-de-semana se esticou para segunda-feira. Embora isso não nos adiante de muito porque no próximo sábado temos teste de PADI e a matéria para estudar é mais que muita e a vontade mais que pouca, este fim-de-semana tem feito bom tempo. Na prática, acho que a Primavera deu de frosques e disse ao Verão para ficar logo no lugar dela: têm estado todos os dias temperaturas acima de 25º C e a ponte 25 de Abril entupiu com a quantidade de pessoas a correr para as praias! Como também temos direito
, ontem fizémos um programa diferente e fomos espreitar os qualifyings do Estoril Open (que por acaso não é no Estoril, é no Jamor, mas isso agora não interessa nada). Chegámos lá depois das onze horas e ainda assistimos a quase dois setes do jogo que estava a decorrer no court central – Azarenka x Brianti. Eu nunca tinha visto ténis sem ser na TV e fiquei impressionada, apesar de não ser grande fã de terra batida. É impressionante o ritmo de jogo, a força com que batem as bolas, aquela tensãozinha que se sente no ar… e não era um jogo “importante” nem eram jogadoras de topo. Fiquei a pensar como seria ver um jogo entre grandes (tipo Clijsters
, Mauresmo e afins) e mentalmente anotei essa curiosidade na lista de coisas que gostaria de fazer um dia. Como é óbvio, ainda tirei umas quantas fotografias, embora o facto de a máquina ser nova e ainda me estar a habituar a ela não ajude muito. Ainda por cima a máquina tem a lente no canto superior esquerdo da máquina, que é um sÃtio mesmo a jeito para se poisar lá o dedito… ainda tirei algumas fotografias onde transparece o belo do dedinho, mas ainda tirei várias porreiras.

Depois fomos almoçar a um restaurante chinês em Sacavém onde fazem um porco com ananás fresco divino, servido dentro da própria casca do ananás
 E como o que tem que ser tem muita força, lá voltámos para casa e passámos a tarde a estudar…