Mais um na série “a mim não me falta nada” 09/07/2006
Posted by Rita in Dia-a-dia.trackback
Pois parece que é verdade… Na sexta-feira passada tivémos que ir a correr para a oficina mais próxima porque tínhamos um tubo de gasolina roto e só demos por isso quando o depósito cheio não durou nem para uma semana em que só saímos de carro duas vezes
! Claro que nos cheirava a gasolina, mas não era sempre e nunca se pode ter a certeza que é do nosso carro, n’é? Mas na sexta-feira fomos às compras logo de manhã, entrámos no estacionamento do hipermercado e quando saímos do carro vimos o nosso rasto distintamente e odorificamente marcado. Por sorte, tinha visto uma oficina da Citröen junto ao estádio da Luz e, como estávamos no Colombo, ainda conseguimos lá chegar. Tudo bem, a oficina estava vazia, o tubo estava roto, foi trocado e pronto. Hoje, quando vínhamos de casa dos meus sogros, íamos passar no Lidl quando, ao virar para o parque de estacionamento de lá, olhámos um para o outro e dissémos “Cheira a gasolina…”. Estacionámos, saí logo do carro e lá estava o nosso rasto em gasolina. Duas vezes é demais, certo? Ainda por cima, tínhamos o depósito na reserva e deve ter ficado praticamente vazio, porque nunca mais parou de pingar. Maridão telefonou para o ACP e eles mandaram a assistência, que disse que o tubo tinha ficado grande demais, encostou ao tubo de escape e abriu buraco por causa do calor. Gosto do ar do senhor “Bem, tiveram muita sorte, porque isto estava mesmo ao pé do tubo de escape, podia ter incendiado..”, depois olha para nós, parados no meio do estacionamento do Lidl às 15h da tarde, com uma temperatura entre 30 e 34º C, vermelhos e transpirados, com dois sacos pesados e reformula “Quer dizer, apesar do azar, tiveram muita sorte..”. JURA!
Bom, resultado de tudo isto: o carro teve que ser rebocado para o parque do ACP, amanhã há-de ser entregue na oficina por eles e nós tivémos que ir a pé até aos Olivais (pronto, o senhor do reboque poupou-nos metade do caminho) apanhar o metro para casa. Ora, isso significa que apanhámos a linha vermelha, fomos até à linha verde e trocámos para a linha azul, perfazendo assim um total de praticamente uma hora para chegar a casa. Ah, nós só saímos de casa na condição de ser rápido porque temos exame na terça-feira! Ah, é verdade, e a minha sogra enfiou-nos no saco uma caixa de gelatina sem nos dizer nada, que depois destas peripécias todas chegou a casa líquida, claro!
Nestes momentos, só me lembro de uma frase que li num certo blog: “Eu devo ser daquelas que jogou pedra na cruz, bateu bife na tábua e limpou os pés no sudário.”. É que só pode ser, não vejo outra hipótese…
Comments»
No comments yet — be the first.