Piadinha 07/09/2006
Posted by Rita in IST.add a comment
Não resisto, tenho que contar esta. Fica desde já claro que não é de minha autoria mas de maridão.
Devido ao facto de estarmos fora do lar, doce lar, tenho vindo trabalhar para o IST todos os dias. Como as aulas só começam dia 11, está tudo vazio e passo os dias sozinha no laboratório da cave (como é óbvio, não estou a contabilizar o segurança na entrada). Mas hoje de manhã não estava sozinha, não senhora. No laboratório da cave estava eu mais uma barata! Sim, uma barata, anafadinha e reluzente. Explorou a sala praticamente toda menos o meu lado, provavelmente por causa dos olhares que lhe mandei. Tinha o Google Talk ligado e “disse” para o Rui:
<Eu>Só cá estou eu mais uma barata…
<Ele>A sério???
<Eu>A sério… ela está é tramada, que não trouxe portátil e aqui não há máquinas…
<Ele>É normal, o departamento está entregue à bicharada há tanto tempo que é natural que os bichos comecem a aparecer…
Sem comentários
As últimas 05/09/2006
Posted by Rita in Dia-a-dia, IST.add a comment
Fomos despejados de casa (calma, calma, não foi por não termos pago a renda
) e estamos a viver numa casa que os meus sogros têm do lado de lá do rio. O motivo do despejo? As malditas obras que a administração do condomínio já devia ter feito há pelo menos 4 anos!! E perguntam vocês, mas tinha que ser agora? E eu respondo: “Claro que tinha. É que nem mais um minuto. Tinha que ser agora que se está a semanas de entregar o trabalho final de curso, porque numa altura destas o que uma pessoa mais quer é andar a desmontar móveis e a arrastá-los pela casa para os acumular todos na sala e todas essas coisas… além de que é para nós, e se não fosse difícil e exigisse trabalho e dificuldades extra não tinha piada!!”. Aliás, já pensei em incluir a administração do condomínio na secção dos agradecimentos do relatório final. A sério! Qualquer coisa do género:
Agradecemos aos nossos pais por nos terem criado, aos nossos irmãos por nos apoiarem e à administração do condominio do nosso prédio pelo facto de, apesar de dispor de quase 5 anos para realizar as obras, as resolveu realizar na recta final deste trabalho. A estes últimos o nosso muito obrigado pelas dificuldades e contratempos extra que conseguiram acrescentar… afinal, o que não nos mata torna-nos mais fortes, certo??
Parece-me bem… O que vale é que tínhamos casa para onde ir, porque senão estávamos sentados no único sofá da sala que estava vazio, com toda a mobília da casa atulhada no resto da sala (nunca fiquei tão agradecida por não termos mobília de sala de jantar!
), com um calor descomunal porque está tudo fechado e vedado e com as pernas chamuscadas de ter os portáteis ao colinho… isto já para não mencionar dores de costas, pescoço, pulsos, etc, provocados por uma postura tão ergonómica e saudável.
Para juntar a tudo isto, as regras de inscrição foram alteradas, mais precisamente no número de créditos que podemos acumular por semestre. Na verdade, não são bem créditos mas sim “unidades ECTS” (seja lá isso o que for, tem a ver com a reforma do ensino superior a nível europeu). Sejam lá o que forem, cada aluno pode acumular por semestre 40 créditos. Tendo em conta que a tese de mestrado vale 21 créditos e cada cadeira 7 créditos, como preciso de me inscrever em três cadeiras além da tese não tenho créditos suficientes
Tenho então que fazer um requerimento ao coordenador da licenciatura para ele se dignar autorizar-me a inscrever nessa cadeira, tendo em conta que se não o fizer não posso acabar o curso no 1º semestre e teria que ficar aqui um semestre a mais só por causa dessa cadeira.
Depois disto tudo, a única consolação que temos é mesmo essa profunda frase que ouvi não sei já em que situação: o que não nos mata, torna-nos mais fortesss!