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Óculos ou não, eis a questão 30/10/2006

Posted by Rita in Dia-a-dia.
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Bom, o problema da mini-inundação foi resolvido com um frasco de “desentupidor” e muita água a ferver pelo tubo para descarga da água. Este fim-de-semana a chuva deu uma folga, embora as previsões apontem para que a chuva esteja de volta já amanhã e especialmente no feriado. Sim, porque quarta-feira é feriado e eu e maridão vamos ficar os dois, juntinhos, em casaaaa!

Hoje tenho consulta no oftalmologista às 13h30m. Sim, eu sei que todos estão a pensar “e depois? fosse no deÓculos :(ntista era pior”, mas não é verdade. Para começar, qualquer médico é mau para mim, eu sou daquela raça que ODEIA ir ao médico e precisa de uma preparação psicológica profunda para tal (suspiro). Oftalmologista é muito mau sim devido ao meu historial com esse tipo de médico. Quando eu andava na 3ª classe, a professora chamou a minha mãe à escola porque eu estava sentada na primeira mesa e não via o que estava escrito no quadro; tinha que me levantar e colar quase a cara ao quadro. O meu pai disse que a professora era uma exagerada (typical), a minha mãe marcou uma consulta para um médico da caixa dela e arrastou-me para lá. Quando lá cheguei, o homem fez o exame, vira-se para a minha mãe e diz “Como é possível que ninguém tenha reparado que esta criança é míope, não vê quase nada?! Ela não vê bem desde que nasceu! Vai ter que usar óculos para o resto da vida.”. Pronto, um bocado seco e brutal, eu desatei a chorar logo ali, um drama. Quando finalmente pus os óculos (a escolha dos ditos cujos foi outro drama em 3 actos), olhei à volta e descobri que o mundo tinha muitos pormenores que eu nunca tinha visto: as árvores tinham folhinhas individualizadas, as telhas nos telhados tinham limites, as caras das pessoas continuavam a ter feições mesmo que elas se afastassem, e por aí fora. Como eu dizia, “eu odeio os óculos, mas ando sempre com eles porque agora sei que não via nada”.

Só que “eu ainda sou do tempo em que” usar óculos e aparelho nos dentes era fontes de infindáveis vergonhas e gozações por parte dos colegas. Hoje em dia é normalíssimo, o nível de gozo é muito mais baixo e como é sinal de status não é levado a sério. Sempre quis deixar de usar óculos, pelo que quando a correcção da miopia por laser passou a ser bastante eficiente e eu reuni as condições necessárias fui operada e pude deixar os óculos e as lentes de contacto na gaveta. Isto aconteceu há quase 8 anos e na altura o médico avisou-me que a operação não me isentava de ter mais tarde que usar óculos devido ao cansaço próprio da idade. Ultimamente, parece-me que vejo as letras no écran do computador distorcidas, há dias em que me custa a focar, mas já não sei se é cansaço da vista, se é cansaço meu, já não sei. Portanto, resolvi ir perguntar a quem saiba para me dizer se tenho alguma coisa que precise de correcção (leia-se óculos).

Mas se calhar é tudo impressão minha…. emoticon 

Porquê? 26/10/2006

Posted by Rita in Dia-a-dia.
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O tempo de chuva, trovoada e vendaval anda por Portugal há praticamente uma semana, mas a inundação só chegou aqui hoje. Calma, é uma piada (sem piada nenhuma, eu sei), quando a inundação chegasse ao 15º andar o Alentejo estaria submerso há anos. A inundação é mais localizada e pouco relacionada com a chuva, uma vez que é unicamente na minha cozinha. O tubo de descarga da máquina de lavar loiça resolveu que não quer estar enfiada no sítio certo de maneira minimamente profunda para ser eficaz, de onde resulta que tive a cozinha banhada em água de lavar pratos e panelas (e sim, era a água da primeira passagem mesmo). emoticon QUE ÓDIO!!! Tive que apanhar aquela aguinha cheirosa, esperar que aquilo seque (o que é tarefa de muita paciência, porque o tempo húmido não ajuda nadinha), arrastar a máquina para recolher mais aguinha cheirosa… e agora a porra do tubo não entra para onde devia, salta logo… ódio, ódio, ódio!!!

Só me consigo lembrar da campanha pela reciclagem, que foi feita com várias criancinhas. Num dos spots que passaram na TV, o objectivo era informar as pessoas sobre meios de esclarecerem as suas dúvidas sobre reciclagem, pelo que as criancinhas faziam várias perguntas sobre os ecopontos e no final mostravam um número de telefone. Havia um rapazinho de cabelo encaracolado e com óculos que perguntava “Porque é que na rua do Manel há um ecoponto e na minha não?”. E neste tipo de situação eu só me apetece gritar “Porque é que na rua do Manel toda a gente tem dias calmos E NA MINHA NÃO????” emoticon 

Novidades (ou não) 24/10/2006

Posted by Rita in Dia-a-dia.
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Passámos o fim-de-semana na jogatana desalmada, especialmente no domingo. No sábado nem tanto, já que de manhã fomos às compras, fomos almoçar com os meus sogros e à noite fomos jantar com a minha irmã e o namorado dela. Engraçado como os irmãos mais novos dão importância à opinião dos mais velhos (sim, eu sei, não há regra sem excepção, mas é muito comum)… Ela está mesmo apaixonada a sério e queria ver-nos todos juntos, saber qual era o feeling e, claro, saber a minha opinião emoticon. Quanto a mim, gostei do rapaz, achei-o simpático e educado e não é daqueles miúdos que ficam todos encolhidos e não abrem a boca para dizer nada. Segundo me contaram emoticon, ele também gostou do jantar e se sentiu bastante bem, e isso é que interessa.

Tirando esse evento social e a jogatana, já avancei mais um bocadinho no survey… pelo menos já consegui identificar as principais abordagens e a sua evolução ao longo do tempo. Tenho ainda é pouco material sobre o tema concreto da tese, que é o uso de conhecimento prévio para detecção de padrões. Mas isso é tarefa para hoje, virar a pesquisa para um campo mais específico… vamos a isso? 

O mestrado 18/10/2006

Posted by Rita in IST.
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Hoje vou falar um bocadinho do mestrado… ou antes, da primeira parte do dito cujo, que é aquela que eu queria/devia estar a fazer neste momento. A primeira parte da tese, ou seja, a investigação que é feita sobre o nosso tema, deve ser realizada no âmbito da cadeira de Introdução à Investigação. Ao terminar esta cadeira, deve ter sido produzido pelo aluno um documento que apresente o state of the art para a sua área de trabalho.

Ao contrário da maior parte das pessoas, essa é a minha parte favorita do trabalho emoticon. Adoro andar a escavar informação por todo o lado, juntar tudo e contar a história da maneira que eu acho que deve ser contada. Só que estou aqui bloqueada com um pequeníssimo problema, que eu espero ultrapassar em breve: o overview deve ser escrito em inglês, e eu estou aqui com um nó no cérebro a olhar para o écran, os dedos pairando por sobre o teclado e sem conseguir alinhavar uma frase! Digamos que, apesar de eu ter tido 7 anos de inglês e de a minha nota mais baixa nessa disciplina ter sido 17, não somos propriamente ensinados a escrever artigos científicos!! No ano passado, tive uma cadeira em que tínhamos exactamente que escrever um artigo em inglês, mas calhou ter um tema sobre o qual eu já tinha escrito em português, logo foi muito mais fácil.

Ainda por cima, acabei de ler uma data de artigos todos em inglês, e as únicas coisas que me vêm à ideia são as frases que li, quando quero fazer uma nova não consigo! Mas eu sei que é uma questão de respirar fundo e não tentar ser tão automática : primeiro tenho que pensar no que quero escrever e depois pensar como o escreveria em inglês… Sim, porque se fosse em português a parte de “pensar primeiro no quero escrever” era eliminada, porque o discurso sai-me logo alinhavado e praticamente direitinho emoticon!

Enfim… here we go againemoticon