Um dia de desafogo 15/02/2007
Posted by Rita in Dia-a-dia, IST.1 comment so far
Peço desculpas pela ausência prolongada, mas teve mesmo que ser. Na terça-feira foi a apresentação do meu relatório de Introdução à Investigação e na quarta-feira foi a de maridão, portanto como podem imaginar foram uns dias complicados. Não só a nível de trabalho, mas de nervos e tudo o mais. Afinal, não é fácil estar a botar faladura de um tema que esperem que se domine em frente a três entendidos (uns mais, outros menos)… Mas felizmente já acabou, não correu mal e tivémos ambos boa nota. Mais uma etapa, mais um passo em frente.
Quanto às aulas de francês, já tive duas semanas de aulas, ou seja, 12 horas. Estou a gostar muito, acho que vai servir aos nossos objectivos. O professor é mesmo francês, o que significa que vamos sair todos de lá com uma pronúncia au point
Fazemos vários exercícios de listening, leitura e especialmente falamos sempre em francês. Há mesmo alturas da aula em que ele arranja algo para falarmos em francês: uma página de banda desenhada, uma notícia, algo que alguém disse antes… Já consigo articular frases mais rapidamente do que ao início, embora ainda se note que os outros são mais expeditos. Mas a turma é pequena, tem 5 pessoas ao todo e eu acho que estou a conseguir evoluir. Aliás, a gente confirma isso no exame que vai ser feito no dia 5 de Março… 
Pontapé de saída 01/02/2007
Posted by Rita in Canadá, Dia-a-dia.1 comment so far
É verdade, ontem demos o pontapé de saída para aquilo que a gente sabe
. Fui à Aliança Francesa para fazer a prova que dita qual o módulo que nos corresponde, para começar a estudar francês para o exame. A parte escrita foi mais ou menos, consegui escrever mais do que pensava tendo em conta que só tive francês durante três anos desde o 7º até ao 9º ano. Digamos que eu acabei o 9º ano com 15 anos e nunca mais voltei a usar o francês, pelo que se pode ver a minha proficiência
. A parte oral foi pior, afinal pensando bem acho que nunca falei francês na vida. O mais parecido seria ler os textos na sala de aula, porque eu até lia bem e ninguém se voluntariava. E foi nesta parte que eu senti algo que nunca tinha sentido antes e que me impressionou bastante.
Eu leio vários blogs de pessoal que está no Canadá, outros que estão quase lá e outros que ainda estão mais atrás, como nós. Já tinha lido sobre a sensação aflitiva de até se perceber o que alguém diz mas não se conseguir dizer quase nada, não se conseguir alinhavar uma conversa decente, não se conseguir exprimir aquilo que se pensa. E isso aconteceu-me ontem. O professor que analisou o meu exame falou francês durante todo o tempo e eu consegui perceber absolutamente tudo o que ele disse, tudo, tudo. Mas parecia uma parvinha, não conseguia dizer nada a não ser oui e abanar a cabeça e mesmo que tivesse algo para dizer levava tanto tempo a tentar pescar as palavras que já o senhor tinha passado para o assunto seguinte. E digo-vos, é muito diferente ler e sentir na pele. Foi uma sensação tão impressionante que quando acabei a inscrição telefonei logo para maridão a contar-lhe, porque fiquei mesmo impressionada.
E foi assim o pontapé de saída. Ah, é verdade, fiquei no módulo 3 e vou ter aulas às segundas e quartas das 9h às 12h, até quase ao fim do Março. Segundo disse o senhor, vou ter algumas dificuldades na conversação ao início, mas não poderia ir para um módulo mais baixo porque isso seria desmotivante para mim (estão a ver? eu percebi tudinho o que o senhor disse). Já estive a ver os livros e parece-me que a comunicação tem um papel importante, que é exactamente o que interessa. Para a semana logo confirmo…